Geração Z: Deixem os Compinchas Beber à Sua Maneira

Olá, compinchas! Aqui o vosso amigo Xico vai partilhar umas reflexões sobre aquilo que vejo, ouço e sinto. Hoje vamos mergulhar num tema que anda a mexer com muita gente: o julgamento constante à geração Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) e os seus hábitos de consumo de álcool. Mas calma — não é sermos chatos, é sermos honestos, descontraídos e sem aquele moralismo de à beira do balcão.  Atão bora lá.

O que está realmente a acontecer?

O discurso dos “velhos do restelo” está de volta: “Ah, mas os miúdos hoje em dia não bebem como deviam!”, “Não sabem apreciar!”, “Isso é que matou o negócio!”… e por aí fora. Parece aquele chefe ou ex-namorada que nunca está contente: fazes uma coisa, fazes outra, mas nunca é bem. E a Geração Z acabou por cair nesse tipo de pressão — tanto por parte da indústria das bebidas alcoólicas como pela sociedade em geral.

Um caso curioso: uma sondagem feita pela empresa LG no Reino Unido revela que cerca de 30% dos bebedores de até 35 anos preferem beber cerveja com gelo. Sim: gelo. Pois… A tendência tornou-se viral no TikTok (tutorials e toda uma onda).
E cá está a reação clássica: “WTF?”, “Crime contra a cerveja!”, “Isso é woke nonsense!”. Mas… será mesmo?

Depois, juntamos aquela antiga reclamação de que “eles não começam uma tab (conta conjunta) no bar, pagam à medida”. E parece que tudo se resume a “eles não participam no ritual como nós participávamos”.
Mas será que isso é verdade? Quer dizer: será que a Geração Z está a matar o mercado das bebidas, ou está simplesmente a redefinir o jogo?

Estatísticas que complicam o discurso

Se fosses esperar um “boom” ou “queda vertical”, as coisas não são bem assim. Segundo a Gallup, o número de adultos até aos 35 anos que bebiam ocasionalmente passou de 72% em 2003 para 62% em 2023. Regularmente, beber caiu de 64% (em 2011-2013) para 61% agora.
Ok — queda moderada, sim, mas nada dramático.
Por outro lado, a IWSR Bevtrac tem números que vão noutro sentido: em 15 mercados diferentes, os adultos da Geração Z com idade para beber que o fizeram nos últimos seis meses passaram de 66% em março de 2023 para 73% em março de 2025. Nos EUA, o salto foi ainda maior: de 46% para 70%.
Ou seja: o consumo está a mudar — não necessariamente a desaparecer.

Aliás, mais importante do que o “quanto” está o “como” e o “onde”. Estes jovens não estão tanto em casa “ao telemóvel” como alguns gostam de pensar — há sinais de comportamento mais socializado, com bares, restaurantes, clubes.
Portanto, a narrativa de “eles não bebem” está redutora. Eles bebem — só que de maneira diferente.

Hábitos de consumo: ontem vs hoje

Aqui o Xico está de luvas (porque a coisa pode inflamar os ânimos) — vamos refletir com calma. Quando eu era dessa idade, bebi (e bebi mal) de formas bem diferentes: o copo era mais cheio, a cerveja mais quente, os shots mais neons (quem se lembra do Zima?). Segundo quem trabalha na área do vinho e bebidas, cada geração tem as suas manias, experimenta, inventa — e depois, se gostar, aprofunda. Por exemplo, o Sauvignon Blanc com jalapeños (sim, para levar o copo com pimenta) pode parecer um escândalo para uns, mas para outros é inovação.

A ideia que surge de pessoas como a Jill Weber (arqueóloga e restauradora) é simples: todas as gerações têm coisas “boas”, “más”, “sujas” e “ridículas”. Ela própria recorda que, na sua faculdade, quanto mais neón o shot, melhor. Então, o que nos parece estranho agora pode vir a ser moda.

E o que dizer do ritual de beber: pagar à parte, escolher uma bebida sem seguir o “menu” tradicional, preferir algo mais leve ou sem álcool… Está-se a desenhar outra forma — menos rígida, mais personalizada, mais … à maneira de cada um.

Hospitaleiro ou crítico?

Temos de questionar: será que estamos a servir bem (ou mal) esta geração? A crítica fácil resolve-se rápido, mas a hospitalidade pede mais.
A bebida não é só “bebida”, é experiência: o ambiente, o produto, o ritual. E se alguém no bar pede algo “fora da caixa” — gelo na cerveja, jalapeños no vinho — talvez o desafio seja acolher em vez de apontar o dedo.

Exemplo: a Cheron Cowan (diretora de bebidas que o Xico conheceu num restaurante lá em Nova Iorque quando lá passeava) contou-me que recentemente um cliente que pagava bastante lhe pediu jalapeños no Sauvignon Blanc. Ela podia ter mandado “isso não se faz”, mas escolheu explorar: sugeriu um branco italiano alternativo que resultou muito bem. E ambos saíram a ganhar.
Outra: a Aimee Olexy, que gere um programa de bebidas, salienta que a Geração Z valoriza relaxar o “protocolo” — brunchs, cocktails ao fim da tarde, menos pretensão, mais aprender enquanto se diverte.

Portanto, em vez de “eles já não sabem beber”, talvez devêssemos pensar “eles querem beber duma forma diferente — aceitá-la ou ignorá-la?”. E no fundo, isso pode ser bom para todos.

Oportunidades à porta

A boa notícia? A Geração Z tem poder de influência. Quando gostam, investi­gam, pedem, mostram às redes e transformam em tendência. O relatório “State of the U.S. Wine Report 2025” lá das americas menciona que esse recuo aparente no consumo geral de vinho esconde um facto promissor: o crescimento do vinho branco, espumante e outras categorias impulsionadas por estes jovens.

Atão sim — se abraçarmos a mudança, podemos sair a ganhar. Seja o aperitivo sem álcool, seja o spritz diferente, seja um copo de vinho menos “clássico” mas mais entusiasmante.
Para mim, isto tem um nome: adaptação. E no campo do vinho e bebidas, quem se adapta melhor, serve melhor, ganha melhor.

A mensagem final do Xico Sabido

Ok, então qual é a reflexão (mas sem sermões)?

  • A Geração Z não está a matar o negócio das bebidas — está a transformá-lo.

  • Em vez de criticar gelo lá na cerveja ou jalapeños lá no vinho, por que não explorar, entender, acompanhar a mudança?

  • O ritual não desapareceu, apenas evoluiu. O “beber social” continua — talvez com menos pressão, mais escolha, mais liberdade.

  • Profissionais de bares, adegas, restauração: vejam isto como oportunidade. Clientes que querem algo diferente são terreno fértil para novas experiências.

  • E nós, consumidores: deixemos as generalizações de lado e abracemos a curiosidade.

Por fim, deixo-vos com esta ideia: na próxima vez que um jovem pedir “gelo na cerveja”, ou “ali aquele cocktail sem álcool” — olhem-lhe de frente, digam “ok, vamos ver o que podemos fazer” (com sorriso alentejano, claro). Porque o copo pode mudar, o ritual pode mudar, mas o prazer de partilhar, brindar e estar junto … esse não muda.

Brinda à tua maneira com o Xico Sabido

O Xico Sabido pode não ser um vinho de luxo, mas é certamente um vinho que satisfaz no bucho — e que fala a mesma língua que a Geração Z: autêntico, descontraído e sem tretas. Tal como os jovens que estão a reinventar a forma de beber, o Xico Sabido quebra as regras com estilo e mostra que o prazer não vem com etiqueta dourada, mas com sabor verdadeiro.

Com um carácter robusto e genuíno, este vinho captura a alma portuguesa — simples, direta e cheia de sabor. É o companheiro ideal para um jantar sem pretensões, um petisco entre compinchas ou um brinde improvisado num fim de tarde. No copo, traz o gosto da terra alentejana e a promessa de bons momentos: sem filtros, sem cerimónias, só prazer honesto.

Porque, no fim de contas, beber bem não é sobre seguir regras, é sobre aproveitar. E nisso, o Xico Sabido está lado a lado com quem gosta de viver à sua maneira — seja com gelo na cerveja, jalapeños no vinho ou um tinto bem servido à mesa.

Descobre o Xico Sabido e brinda à autenticidade.
Nem luxo, nem manias — só um vinho que sabe ser real e que faz da simplicidade o seu maior charme.

Vai à loja online: Link
dobradinha Xico Sabido